Brazilian Page About The PMA-5
Continuando a
corrida em direção à minimização das dimensões
físicas dos equipamentos MIDI, a Roland apresenta o seu
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PMA-5 - Personal Music Assistant. Sem prejuízo ou
omissão das dimensões musicais do consagrado formato de
arquivo MIDI, principalmente dos timbres padrão GS/GM.
Entrada
Sua qualidade vem se mantendo desde o
"gigantesco" U-220, passando pelo best-seller
em formato meio rack, o Sound Canvas (que Bill Gates já
adotou como padrão para os PCs) e agora chegando ao
tamanho de uma agenda.
Mesmo sem contar com uma tela de 14, 15 ou 17 polegadas,
onde rodam os modernos e coloridos softwares de
sequenciamento, o PMA consegue ser extremamente didático
e capaz de levar o leigo a se iniciar nos principais
parâmetros musicais sem o trauma de uma fria
alfabetização com a grafia tradicional. O bom humor do
aparelho começa no visor, que, ao ser acionado quando é
ligado mostra a palavra Roland letra por letra e, quando
chega a vez de entrar a última "se esquece",
do "d", mostrando um ponto de interrogação, e
em seguida "acha" a letra... Divertido como um
Tamagotchi!
A primeira providência que tomei no test-drive do PMA
foi conectá-lo à energia via um adaptador de AC de 9
volts (também da Roland), uma vez que o manual adverte
para a duração das 6 pilhas que o acompanham: apenas 5
horas, muito pouco para sua vasta quantidade de recursos.
Em algumas horas me familiarizei com a caneta de toque no
painel sensitivo, que pode ter sua sensibilidade ajustada
a mãos, mãozinhas e manoplas. O PMA pode também ser
uma opção para quem não conta em seu setup - seja ele
PC ou Mac - com uma fonte de timbres, funcionando como
mdulo. Ele recebe e envia dados para o computador IBM
PC/AT pela RS-232C e pela porta do modem do Mac via um
cabo RSC-15 APL.
Tem MIDI in e out, saída de sinal de áudio para fones
ou amplificação (plug P-2 estéreo) e knob de volume
com fácil acesso. Uma capa de couro preto proteje bem o
aparelho. Tais recursos perdoam a modesta quantidade de
pistas. Há 4 delas "livres", além de outras 4
destinada a acordes, estilos, e duas para a
"cozinha" (baixo e bateria). Dependendo da
quantidade de eventos, 20 músicas podem ser armazenadas.
Os hobbistas e leigos vão gostar dos estilos e
acompanhamentos, agrupados por gênero, e subdivididos em
Intro, Main A, Main B, Fill 1, Fill 2 e Ending. Estilos
de usuário podem ser gravados, e não são subdivididos
como os presets de fábrica. Como pessoalmente não sou
muito chegado a presets, começei por sequenciar uma
melodia.
de Notas em Step Time
Para isso, escolhe-se o número de uma seqüência (de 1
a 20) no canto superior esquerdo do display. À direita
deste pequeno box estão quatro outros campos, e no
primeiro - SONGS - escolhe-se a música e aciona-se o
botão STEP duas vezes. Depois, a pista a ser trabalhada:
Tr1, Tr2, Tr3 ou Tr4 e começam as facilidades.
O que mais chama a atenção é o teclado musical virtual
com 2 oitavas no meio do display, mas uma subdivisão
gráfica de cada compasso permite ao leigo visualizar a
divisão rítmica e quase se esquecer dos valores de
tempos das notas musicais que ficam acima do tecladinho,
ao se acionar o step time. Em cada compasso, cada tempo
já aparece subdividido em quartos de tempo (viva o velho
Pozzolli...), e basta colocar a caneta a partir do quarto
de tempo que se quer inserir uma nota e tocá-la, com o
cuidado de selecionar sua respectiva duração.
Os timbres podem ser escolhidos dos grupos, onde o
primeiro instrumento de cada fica no visor. Arrastando
com a caneta se pode selecionar outro instrumento de cada
grupo. Há ainda variações de program change de mesmo
número, que vêm acompanhadas de um sinal "+".
A cada música pode ser associada uma timbragem, porque
se você mudar de seqüência os ajustes se perdem. Para
isso, selecione o modo SONG, seguido do ícone da página
da direita (uma setinha à direita), e escolhendo o
instrumento por arraste ou usando o botão VALUE. Tecle
ENTER e aparece a pergunta "Save as Setup?" com
as opções SAVE ou QUIT. Para dar nome à composição,
o procedimento é parecido, selecionando-se a página de
título do modo SONG. Aparece um abecedário de onde se
arrastam as letras até 12 caracteres.
Um dos pontos interessantes do PMA-5 é o chamado track
de acordes. Do modo SONG escolha CHORD Tr e depois STEP
(se for sequenciar por passos). Surge uma tela onde há o
número do compasso a ser editado por arraste com a
caneta ou nas teclas com duas setinhas. O teclado do
visor exibe as cifras de acordes na oitava da esquerda e
as principais dissonâncias no da direita. Aparentemente
há limitações para os mais chegados a acordes
complexos, uma vez que s acordes maiores com sexta
maior, sétimas, nonas maiores, sus4, diminutas e
aumentadas aparecem no teclado. Um asterisco na tecla ré
sustenido da oitava direita permite endereçar mais
formatos de acorde, como algum constantemente usado.
Inversões também são possíveis teclando a nota si da
oitava esquerda onde está escrito "On Bass".
Enquanto a música toca, o acorde que soa e o prximo
vão desfilando pelo visor, o que deve agradar os
fanáticos por cifras.
Para editar um estilo, parta do modo SONG, e tecle STYLE
Tr, seguido de STEP, e surge a tela de edição, parecida
com o display dos bichinhos virtuais... Se o estilo é um
preset, logo em seguida do número do compasso (measure)
surge um ícone: "P", seguido do número do
número do preset, dois pontos e o nome do estilo. Logo
abaixo destas informações está um "grid" com
retângulos, cada um representando um compasso. No
primeiro tempo de cada compasso, uma letra indica as
subdivisões do estilo. Para estilos editados, a letra
"P" é substituída por um "U"
(user). Do modo STYLE escolha STYLE LENGHT, antes de
definir quantos compassos terá o estilo, e pelos botões
de página escolha o nome do estilo para ser salvo, até
8 caracteres. Os presets não admitem mudança de nome ou
ajuste do número de compassos, sendo necessário, caso
queira alterar um deles, copiá-lo para um estilo de
usuário e trabalhá-lo. O modo ARRANGE, acessado pelo
botão de página do modo STYLE, permite modificações
nos acordes escolhidos no modo CHORD. Um
"obbligato" toca as notas da escala do acorde
usado, um "arpeggio" permite arpejos onde notas
de passagem são acrescentadas, o "chord" toca
acordes e o "bass" transpõe notas muito agudas
oitava abaixo e reconhece inversões.
Gravação
em Real Time
Do modo SONG aciona-se a tecla de REC e vem a tela de
gravação que mostra o número do compasso, o tempo
(beat), a frmula do compasso, andamento e
quantização. Desta tela você pode ajustar a contagem
inicial e outros parâmetros, como em qualquer
sequenciador. Uma esperta função de REHEARSAL permite
fazer experimentos. Mas cuidado, quando ela é usada no
modo REPLACE é apagada a gravação.
Outra utilidade é a localização de compassos - LOC -
que pode ser acessada de REC Start. Há opção para duas
localizações - Marker-A e Marker-B - e um teclado
externo pode ser usado para a gravação em tempo real,
através da entrada MIDI. Um ajuste com 8 variações de
velocity atinge tanto o tecladinho virtual quanto um
externo. Com um pouco de treino dá ainda para fazer
bendings e glissandos com a caneta, que movimentada para
cima e para baixo depois de escolhida a nota. Mas é
preciso acessar a tela de controle do teclado, do modo
SONG, e escolher entre MOD (modulação), BEND (bending)
ou OFF, este último desligando os anteriores.
Os jazzistas vão detestar a barra Ad Lib, que aciona
notas do acorde escolhido na sequência. Caso não haja
acorde, o PMA-5 manda ver uma escala maior sobre a
tônica, como qualquer iniciante... Arrastando a caneta
pela barra, da direita para a esquerda ou vice-versa rola
o improviso. Bendings podem ser feitos na barra Ad Lib,
mas s no sentido ascendente. Pode-se ainda gravar o
improviso, ajustando a quantização em "_."
Conversando
com Sequenciadores
Quando estiver usando o PMA-5 para compor na praia, por
exemplo, esqueça de canais MIDI, e pense que você tem 8
tracks: 4 "livres" 2 de ARRANGE e 2 da
"cozinha" - Bs (baixo) e Dr (bateria). Aliás,
dá para entrar com outra bateria pelo track 4 (Tr4), que
funciona como um "canal 10". Há ainda a
possibilidade de juntar duas pistas em uma (Merge Track)
da tela de STYLE, escolhendo o merge track pelos botões
de página e indicando tracks de origem e de destino.
Mas, selecionando o modo GM/GS, o aparelho passa a
funcionar como mdulo de som com 16 canais MIDI. Neste
modo o sequenciador e o arranjador não respondem, mas
você pode mudar de timbre (Part Inst), de volume
(Level), canal estéreo (Pan), ajustar o reverb (Send
Level) ou chorus, transpor, mudar de canal MIDI ou mutar
canais. Mas se acionar o EXIT, o bichinho fica com
amnésia e perde todos os ajustes ao sair do modo GM/GS.
Caso você seja um grande compositor, cheio das notas,
suas obras podem não caber no PMA-5, e a solução é
plugá-lo no seu velho PC ou Mac, onde está seu velho
sequenciador... Mas não é tão plug-and-play assim
não. O aparelho usa sistema exclusivo para se comunicar
(Device ID = 17), e é preciso desligá-lo, colocar a
chave de computer em MIDI e ligar novamente. Depois,
ligue seu cabo MIDI OUT no MIDI IN do computador ou
sequencer. Pode-se ainda usar a conexão de computador,
também desligando o PMA-5, e selecionando PC ou Mac.
Ligue de novo. Plugue os aparelhos a se entenderem e
escolha MIDI, depois Bulk Dump. Podem ser enviados os
dados de tracks de sequencia (Tr1 a Tr4), acordes e
estilos, se você escolher ALL SONGS. ALL envia todos os
dados do PMA-5 e ALL STYLES envia os estilos que você
tenha editado.
O caminho inverso - de um software ou hardware
sequenciador - também é possível. Plugue o dito cujo
ao PMA-5, coloque a chave em MIDI, pare tudo o que
estiver soando e acione EXIT duas vezes, voltando para o
modo SONG ou STYLE. Aí é s transmitir os dados,
enquanto a mensagem Bulk Load é mostrada no visor. Os
dados não entram nas telas de Edit, Step Write ou GS/GM,
e durante o Bulk você deve ficar quietinho esperando.
Para mixar, passe a caneta pela tecla MIX. Opções para
volume, pan, reverb, chorus vão ser encontradas mudando
de página, no formato de pequenos faders da esquerda
para a direita: Tr1, Tr2, Tr3, Tr4, A1, A2, Bs e Dr. A
tecla de EFX ao lado permite ajustar entre 8 tipos de
reverb e 8 tipos de chorus, com destaque para o reverb
PLATE, que imita reverberadores de "mola".
Finalmente, o modo UTILITY permite fazer ajustes gerais
no nosso amiguinho. Free Memory indica em porcentagem o
espaço disponível em memria, Battery indica se suas
pilhas foram para o espaço, Clear All apaga dados das
músicas (Songs) ou estilos criados (User Styles), Chain
Play é uma espécie de Play List (ahhh, o velho
Cakewalk...) que permite tocar várias músicas, Master
Tune mostra a afinação da nota 69 (hummm...), ou melhor
o LÁ 4, e Touch Panel a sensibilidade do tecladinho
virtual. E um System Initialize recupera as
programações de fábrica do PMA-5 (detonando tudo o que
o usuário programou...)
Nesses tempos em que precisamos ter à mão recursos
portáteis, o Assistente Musical Pessoal faz jus a seu
nome. Não é um excelente sequenciador, em função de
seus ajustes "à caneta", onde ligaduras e
tercinas são chatas de ser inseridas, mas é uma
ferramenta capaz de assistir ao compositor em situações
inéditas. Agora é s esperar que a Lei de Moore da
Informática abaixe seu preço em um terço a cada ano e
pagar um preço justo pelos recursos oferecidos...
Agradecimentos especiais à Roland Brasil, ao seu diretor
Lucas Shirahata e ao super-técnico Pardal pela cessão
do equipamento para este test drive. </FONT></P>
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